segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quando te olho, me vejo
Quando te vejo, te beijo
Quando te beijo, te abraço
Quando te abraço, te adoro
Quando te adoro, sorrio
Quando sorrio, me lembro
Quando me lembro, te vejo
Quando te vejo, te quero
Quando te quero, me quero.

*Mari Moura

O molho.

O mundo tem portas, eu tenho as chaves, eu posso abri-las... Fincar nele quem sou eu!
Tomar banho frio no inverno, tomar litros e litros de vinho pra me sentir bem, chupar sorvetes que nem criança, sem pensar nas calorias, amassar o pacote de carne moída sem vergonha do que os outros irão achar disso. Pegar na mão de quem eu quiser e fugir para um lugar cheiroso, todo aconchegante, com cortinas vermelhas, margaridas no quintal e com tons de verde por toda a casa.
Poderei abrir as asas e voar: será real! Então eu sentirei a brisa leve e azul passando por todo meu rosto e aflorando em minha alma. Vou conhecer o amor e suas várias faces, beijarei muitas bocas, arderei em muitos corpos, gemerei em muitos ouvidos, pecarei a liberdade como ninguém.

*Mari Moura

De leve...

Quando você chegar, eu estarei dormindo, mas faça daquele jeitinho só seu. Abra a porta bem devagar, abaixe-se, tire os sapatos e a meia em silêncio, deixe-os naquele canto de sempre, lave o rosto e se olhe no espelho, depois deite-se ao meu lado e diga aquela frase rotineira.
Abrace-me, me aperte em seus braços e com suas mãos macias me envolva com seu corpo, me beije e veremos o sol nascer um no olhar do outro.

*Mari Moura

quinta-feira, 17 de julho de 2008

QUERIDA BRINCADEIRA

Lá tudo era mágico e tinha um cheirinho de novo...
O infinito existia, parecia que o tempo não passava. Tudo era lindo, até aquela Barbie pirata que eu achava o máximo.
Contas pra pagar? Eu nem sabia que existia...
Dinheiro? Eu não precisava, bastava eu, meus brinquedos e uma roupa toda suja de sapecagens.
O sonho era o bolinho de chuva da vovó, o medo era do Chucky, a ambição era comprar a CASA da Barbie, o erro era acordar tarde porque o dia voava, a bronca era com vara de marmelo e as brigas eram rápidas, não duravam mais que meia hora.
Era tudo colorido, tudo completo... e eu era a criança boba que ainda habita em mim!



*Mari Moura

terça-feira, 15 de julho de 2008

Partida!

Abre as asas

Sai de mim

Eu o vejo andar

Tem vida própria

Não liga para alheios

É do meu mundo

Não cessa

Rejuvenesce a cada dia

Me engrandece

Liberta-me

Egoísta ao extremo

Me quer bem

Me acaricia de leve

Me deseja intensamente

Tem vontade de sonhar

Meu alívio


*Mari Moura

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Diálogo sobre o amor!

HOMEM: Sra., qual o seu maior desejo? ...
... fazer faculdade? crescimento profissional? independência financeira?

MULHER: Um amor me basta!
HOMEM: Como?
MULHER: O senhor não entendeu?
HOMEM: Creio que não!
MULHER: Eu disse, um amor me basta!
HOMEM: Como ousa?
MULHER: Ousadia?
HOMEM: O amor é raro.. não é qualquer ser que tem o prazer de senti-lo!
MULHER: Então eu ouso senti-lo!
HOMEM: Nossa....! Você não está bem..
MULHER: Também acho.. estou doente!
HOMEM: E agora, o que vai fazer?
MULHER: Não sei, o que o senhor me recomenda?
HOMEM: Seu caso é grave.. não quer algo mais fácil? um carro? uma casa? paixões?
MULHER: Não, quero amor!
HOMEM: Seus planos para o futuro?
MULHER: Amar.. acha pouco?
HOMEM: Não, pelo contrário.. você quer demais! Está amando Sra.?
MULHER: Sim!
HOMEM: Está dispensada.. foi reprovada!
MULHER: Obrigada... era o que eu esperava!

Mari Moura*