sábado, 9 de agosto de 2008

Você!


É nessas horas que sinto você

nas horas em que quero um abraço e não tenho

tenho, mas não o seu...

é isso que me incômoda, a sua falta!


*Mari Moura

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Partícula

Sou utopia, sonhos no papel, tenho minha hipocrisia
O bom seria amassar os papéis e praticar
Pisar em terra desconhecida, lugar secreto
Cheiro de gente, gosto de novo...
Expor o que sou, sendo eu...


*Mari Moura

quarta-feira, 23 de julho de 2008

ESTILO

Ela...
Ela...
Chegou aos poucos
Marcando espaço
Assim devagar, meu sorriso foi se abrindo
Cristalizada, distante
Queria tê-la por perto
Será que o encanto diminuiria?
Acho que toparia correr o risco
Risco de alegria, de sorrisos
Alegria instantânea, que me faz querer viver para olhá-la mais de perto
Se não der, não há nada a fazer?
Há, mas essa obrigatoriedade estragaria toda minha admiração por essa moça, que é única
Ela pode achar que não, mas igual não existe

*Mari Moura

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Quando te olho, me vejo
Quando te vejo, te beijo
Quando te beijo, te abraço
Quando te abraço, te adoro
Quando te adoro, sorrio
Quando sorrio, me lembro
Quando me lembro, te vejo
Quando te vejo, te quero
Quando te quero, me quero.

*Mari Moura

O molho.

O mundo tem portas, eu tenho as chaves, eu posso abri-las... Fincar nele quem sou eu!
Tomar banho frio no inverno, tomar litros e litros de vinho pra me sentir bem, chupar sorvetes que nem criança, sem pensar nas calorias, amassar o pacote de carne moída sem vergonha do que os outros irão achar disso. Pegar na mão de quem eu quiser e fugir para um lugar cheiroso, todo aconchegante, com cortinas vermelhas, margaridas no quintal e com tons de verde por toda a casa.
Poderei abrir as asas e voar: será real! Então eu sentirei a brisa leve e azul passando por todo meu rosto e aflorando em minha alma. Vou conhecer o amor e suas várias faces, beijarei muitas bocas, arderei em muitos corpos, gemerei em muitos ouvidos, pecarei a liberdade como ninguém.

*Mari Moura

De leve...

Quando você chegar, eu estarei dormindo, mas faça daquele jeitinho só seu. Abra a porta bem devagar, abaixe-se, tire os sapatos e a meia em silêncio, deixe-os naquele canto de sempre, lave o rosto e se olhe no espelho, depois deite-se ao meu lado e diga aquela frase rotineira.
Abrace-me, me aperte em seus braços e com suas mãos macias me envolva com seu corpo, me beije e veremos o sol nascer um no olhar do outro.

*Mari Moura