Você poderia saber que o amor é duplo, que a paixão veio fervorosamente, que só quero tê-la por perto, pra não dizer nada, apenas te olhar e você saber que o amor é possível, é possível que nos amemos sem palavras e nos toquemos sem as mãos, é possível que haja respeito, sem desrespeito e nem abuso, é possível amar sem perseguir, sem mensagens diárias de afeto, porque elas já estão registradas na mente, mesmo que distante.
Você poderia saber que não quero exclusividade, quero pegar nas mãos, quando elas almejarem o toque, navegar pelo seu corpo, quando ele estiver livre para o (a)mar.
Você poderia saber que amar duas pessoas é possível e é rejuvenescedor, dormir pensando em duas almas, que se encontram na calada da noite, assim a três, é mágico. É intenso, é prazeroso, é amor, desses verdadeiros, que rasgam nossa alma, que pula diariamente de felicidade.
Você poderia saber de tudo isso, porque não saberei contar, nem traduzir o que sinto quando encontro seus olhos, quando cheiro seu cabelo no abraço, quando encosto propositalmente no seu braço, pra sentir sua temperatura. Eu vou enrolar, trocar as letras, seus significados e dizer apenas que o carinho é grande. E no fim, tudo vai ficar superficial, pequeno e simples, mas é um simples de quem não sabe falar de paixão, de amor, apenas de sentir, mas sentir tão fortemente que sente medo das palavras, eu sinto medo delas, sinto medo de quebrar as paredes que me protegem, sinto medo de mostrar quem eu realmente sou e quebrar a cara mais uma vez, porque as caras quebradas contam mais do que os amores sinceros. Você poderia saber, porque eu não saberei falar...
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
segunda-feira, 29 de junho de 2015
Deixa ser...
Nos olhos castanhos.
Nas raízes lisas e crespas
O preto no vermelho...
Os dedos multicores que se acariciam.
Nas línguas...
Nas pernas...
Um nariz que encosta no lábio, que se enrosca no queixo..
No desejo que se agarra na paixão
O vermelho no preto...
No arrepio das pernas
O beijo dado em pensamento
A maciez da madrugada distante
O branco no vermelho
O arco-íris no cinza
O feminino celebrado
Onde não há ponto final
Porque não há regras.
Nas raízes lisas e crespas
O preto no vermelho...
Os dedos multicores que se acariciam.
Nas línguas...
Nas pernas...
Um nariz que encosta no lábio, que se enrosca no queixo..
No desejo que se agarra na paixão
O vermelho no preto...
No arrepio das pernas
O beijo dado em pensamento
A maciez da madrugada distante
O branco no vermelho
O arco-íris no cinza
O feminino celebrado
Onde não há ponto final
Porque não há regras.
Maná.
Dois mais um corpos numa só cama,
cheiros, mãos, pêlos
Uma bebida mais duas, num único copo
Dois, três, quatro, cinco, infinitos
sonhos de uma só vez
Até parecia um sonho, daqueles que se
acorda encharcada
Mas a respiração e os anseios
corpóreos eram reais
Não se dominava, não se gemia
falsamente, não abandonava o outro em nenhum momento
Não fingia estar gostando, naquela
hora era impossível fazê-lo
O corpo estremecia só de ouvir
suspiros e gemidos alheios
A pele arrepiava, a explosão do prazer
se dava no outro, no âmago do seu toque
Na fala doce ao pé do ouvido, no olhar
sob a luz escura do cômodo
Nos órgãos endurecidos e suplicantes,
cheios de vida
Pelo outro órgão, também endurecido
e pelo terceiro órgão, igualmente aos outros
Pela mente não passava nada, era tudo
calmo
Não se sabia a hora, o dia, a
localidade
Mas haviam almas entregues, se não existia fé, nesse dia ela nasceu
No corpo do outro, no suór do próximo,
no corpo nu, próximo à cabeceira
E embora não dissessem, imploravam
pelo terceiro corpo
Três, quatro, cinco berros, sussurros, gritos e
suspiros
Silêncio, o ápice, o vento bateu
forte nos rostos e, como num filme
Se olharam, as pernas trêmulas, o
peito aberto, a boca seca
E o amor se deu, sem qualquer palavra
Se deu, se comeu, se perdeu e
adormeceu.
terça-feira, 20 de maio de 2014
Amor ao cubo!
Meu coração, não sei porque, bate
feliz quando lhes vê
E os meus olhos ficam divididos, e
pelas ruas diferentes vão lhes seguindo
Mas mesmo assim, não sabem de mim
Ah, se vocês soubessem como eu sou tão
carinhosa e muito, muito que lhes quero
E como é sincero o meu amor, mas vocês
não aceitariam ser assim.
Mas vem, vem, vem, vem, vem.... Vem
sentir o calor, dos lábios meus a procura das duas, vem matar essa
paixão que me duplica o coração.
E com vocês então, serei feliz, bem
feliz!
*Parodiando a música "Carinhoso"
*Parodiando a música "Carinhoso"
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
Junções nostálgicas
Outros lugares, como se fosse minha casa
Elas rondam, circulam, voam, sonham...
Meus olhos, meu sorriso, meus lábios
Junho, meu mês preferido
A vida é recheada de amores prósperos
Liberte-se das aflições cotidianas
Refúgio, aqui
Minha alma ri, com o amor que vivi!
Saudade amarga, dói, escapa
sexta-feira, 30 de março de 2012
Arco-Íris
Sempre que você parte
Me dá um vazio
Por mais que você volte...
É como se eu quisesse te levar pra casa
Dentro da minha bolsa
Pra você me acompanhar
Em todos os meus sonhos
E quando eu sonhar contigo
Quero que você esteja lá
E nos vendo juntas
Perceba que eu sou muitas cores ao seu lado!
*Mari Moura
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