domingo, 21 de junho de 2009


Ela ergueu os braços, não mais ouviu os que falavam da vida, saiu no mundo, foi se visitar, algo que nunca mais havia feito. Olhou a estrada, sorriu-lhe...
Os seres não faziam sentido, os sinais, as regras, ela abandonou! Apenas se obedeceu.
Foi aí que sentiu a brisa da liberdade, que ainda não existe, ela apenas a imaginava.
Não deu atenção a seus entes queridos, abriu mão dos amigos, ditadores de leis, assumiu seus pecados e fez sexo em praça pública, esqueceu as angústias e perdeu sua caneta.
Sua essência era outra, suas idéias arbitrárias, suas histórias horrorizavam a vizinhança. Criou um novo mundo, até parecia ter sentido estar aqui.

Então ela acorda, se debruça sobre a cama, chora... Lamenta a realidade!


Foto e Texto: Mari Moura

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Escrevo e sinto

Sinto que minto




Minto um eu

Eu me pinto




Pinto a confusão

Confundo-me e pressinto



Estou num labirinto!




Foto e Texto: Mari Moura

sábado, 11 de abril de 2009

NovIdade

O que faz não ajuda ninguém
Seu desejo é fazer algo de bom
Fica inquieta no domingo
Se sente mal até em comer
Quem está prejudicando?
Ela é só mais uma boca
Uma telespectadora patética
Uma revolucionária controlada
Uma esquerdista passiva
Foge todos os dias da realidade
Vai ao cinema, teatro
Shows, restaurantes
É só mais uma colaboradora
Aquela que ainda dá esmolas
Mas duvida e sabe que não adiantará
Perdeu a esperança nas pessoas
Escreve sobre o amor
No fundo acha que será feliz
Ela nem sabe pra quê?
Acredita em Deus
Não freqüenta igrejas
Não ama a todos
Mas quem ama, ama bem!
É meio derrotada
Sua pergunta sem resposta!

*Mari Moura


segunda-feira, 23 de março de 2009

EU


Não sei o que se passa aqui
Só que nunca me acerto
A confusão me habita
Talvez fique pra sempre
Acho que ninguém me entende
Eu sou sentimento, mutável por demais
Dramática em excesso

Permaneço na mania de amar
Estranha, carente
Sou cá e lá
Insisto em ser gente
Tenho até gorduras Trans!
*Mari Moura
- 1º tópico com foto própria!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sem papel.

Sem papel...
Não consigo enxergar
Não sei desabafar
E me falta alcançar
Me entrego à solidão
O meu mundo me diz não
E me sinto tão sem chão

A criança aqui falece
Alegria me esquece
E esqueço até da prece
Largo o meu desassossego
Ao prazer não me entrego
E dos sonhos perco o apego!



* Mari Moura

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Automático.

As expectativas são inventadas
Quando me vejo, já estou voando nelas
Parece bom, sinto uma calma incomum
Fico extremamente feliz, exageradamente alegre
E no fim... lamentavelmente iludida!


*Mari Moura