sábado, 4 de julho de 2009

E se eu me apaixonasse?



A família estranharia
Dinheiro não importaria

Aos pássaros cantaria
Essa nossa melodia

Na alegria viveria
Você, minha moradia

Abobada eu ficaria
E seus lábios, beijaria!

Teria agora um guia
E em você, ideologia

Deste mundo fugiria
Em seus braços, morreria!

*Foto e texto: Mari Moura

domingo, 21 de junho de 2009


Ela ergueu os braços, não mais ouviu os que falavam da vida, saiu no mundo, foi se visitar, algo que nunca mais havia feito. Olhou a estrada, sorriu-lhe...
Os seres não faziam sentido, os sinais, as regras, ela abandonou! Apenas se obedeceu.
Foi aí que sentiu a brisa da liberdade, que ainda não existe, ela apenas a imaginava.
Não deu atenção a seus entes queridos, abriu mão dos amigos, ditadores de leis, assumiu seus pecados e fez sexo em praça pública, esqueceu as angústias e perdeu sua caneta.
Sua essência era outra, suas idéias arbitrárias, suas histórias horrorizavam a vizinhança. Criou um novo mundo, até parecia ter sentido estar aqui.

Então ela acorda, se debruça sobre a cama, chora... Lamenta a realidade!


Foto e Texto: Mari Moura

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Escrevo e sinto

Sinto que minto




Minto um eu

Eu me pinto




Pinto a confusão

Confundo-me e pressinto



Estou num labirinto!




Foto e Texto: Mari Moura

sábado, 11 de abril de 2009

NovIdade

O que faz não ajuda ninguém
Seu desejo é fazer algo de bom
Fica inquieta no domingo
Se sente mal até em comer
Quem está prejudicando?
Ela é só mais uma boca
Uma telespectadora patética
Uma revolucionária controlada
Uma esquerdista passiva
Foge todos os dias da realidade
Vai ao cinema, teatro
Shows, restaurantes
É só mais uma colaboradora
Aquela que ainda dá esmolas
Mas duvida e sabe que não adiantará
Perdeu a esperança nas pessoas
Escreve sobre o amor
No fundo acha que será feliz
Ela nem sabe pra quê?
Acredita em Deus
Não freqüenta igrejas
Não ama a todos
Mas quem ama, ama bem!
É meio derrotada
Sua pergunta sem resposta!

*Mari Moura


segunda-feira, 23 de março de 2009

EU


Não sei o que se passa aqui
Só que nunca me acerto
A confusão me habita
Talvez fique pra sempre
Acho que ninguém me entende
Eu sou sentimento, mutável por demais
Dramática em excesso

Permaneço na mania de amar
Estranha, carente
Sou cá e lá
Insisto em ser gente
Tenho até gorduras Trans!
*Mari Moura
- 1º tópico com foto própria!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Sem papel.

Sem papel...
Não consigo enxergar
Não sei desabafar
E me falta alcançar
Me entrego à solidão
O meu mundo me diz não
E me sinto tão sem chão

A criança aqui falece
Alegria me esquece
E esqueço até da prece
Largo o meu desassossego
Ao prazer não me entrego
E dos sonhos perco o apego!



* Mari Moura